Pesquisa do Pew Research aponta aumento na percepção de que redes sociais prejudicam a democracia
Um levantamento realizado pelo Pew Research Center em 37 países revelou que a percepção de que as redes sociais prejudicam a democracia cresceu significativamente desde 2022 ou 2023. A visão negativa é mais forte em nações ricas, atingindo a maioria em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Ao mesmo tempo, a maioria dos entrevistados globalmente ainda reconhece que as redes sociais ajudam a informar a população e a conferir voz política, embora medianas amplas apontem facilitação de manipulação por informações falsas e maior divisão política.
O que se sabe
- Pesquisa global do Pew Research Center apontou que a parcela da população que considera as redes sociais prejudiciais à democracia aumentou significativamente em relação a 2022 ou 2023.21
- Nos Estados Unidos, 64% dos adultos entrevistados afirmaram que as redes sociais são ruins para a democracia, número que se manteve estável em relação a 2022.21
- A percepção negativa sobre o impacto na democracia é mais comum em nações ricas, sendo que metade ou mais da população considera as redes sociais prejudiciais em sete economias de alta renda: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.21
- Em países com menor PIB per capita, como Gana, Quênia, Nigéria, Filipinas e Tailândia, cerca de três em cada quatro pessoas ou mais afirmam que as redes sociais têm sido boas para a democracia.21
- Singapura e Israel são exceções entre países de alta renda, com relativamente poucas pessoas afirmando que as redes sociais são prejudiciais à democracia.1
- Na mediana dos 37 países pesquisados, 55% acreditam que as redes sociais tiveram impacto positivo na democracia, enquanto 35% avaliam como negativo.1
- Uma mediana de 79% dos entrevistados nos 37 países considera que as redes sociais tornaram mais fácil manipular as pessoas com informações falsas, e 68% afirmam que elas aumentaram a divisão política.1
- Uma mediana de 77% afirma que o acesso à internet e às redes sociais tornou as pessoas mais bem informadas sobre eventos atuais, e 60% disseram que aumentou a capacidade de ter voz ativa na política.1
- Adultos mais jovens e pessoas com maior escolaridade tendem a ser mais positivos em relação ao impacto das redes sociais na democracia em comparação com pessoas mais velhas ou com menor escolaridade.1
- Nos Estados Unidos, 81% dos adultos acreditam que o acesso à internet e às redes sociais tornou a população mais dividida politicamente, sem diferença partidária significativa (83% entre republicanos/inclinados e 82% entre democratas/inclinados).1
- Entre as cinco plataformas questionadas no relatório global, o Facebook é a mais utilizada, seguido pelo Instagram.1
- A proporção de pessoas que consideram as redes sociais prejudiciais à democracia aumentou em 16 dos 26 países para os quais havia dados históricos comparativos disponíveis.2
- Empresas proprietárias de plataformas populares, como Meta, Snap e TikTok, enfrentam milhares de ações judiciais e já realizaram pagamentos volumosos para encerrar disputas sobre supostos danos a usuários.2
- A Austrália tornou-se o primeiro país a banir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, medida que conta com o apoio de 82% dos adultos australianos segundo a pesquisa do Pew.2
Cronologia
- Início da coleta de dados do Pew Research Center com adultos norte-americanos
- Início da pesquisa de campo do Pew Research Center nos 37 países
- Conclusão do levantamento global em 37 nações
- Conclusão da coleta de dados específica sobre redes sociais nos Estados Unidos
- Divulgação pública do relatório global do Pew Research Center sobre impacto das redes sociais na democracia
Quem está envolvido
A
Austráliapaís que adotou restrições regulatórias
EU
Estados Unidospaís participante da pesquisa
M
Metaempresa de redes sociais mencionada
PR
Pew Research Centerresponsável pela pesquisa
S
Snapempresa de redes sociais mencionada
T
TikTokempresa de redes sociais mencionada